pulgas

Parasitas intestinais

vermes redondos

Vermes redondos:

Ancilostomídeos:
Ancylostoma caninum
Uncinaria stenocephala

Ascarídeos:
Toxocara canis
Toxascaris leonina
Crenosoma vulpis

Vermes achatados

Vermes achatados:

Céstodes
Taenia
Echinococcus granulosus
Dipylidium caninum
Mesocestoides

De forma geral, aos nemátodes dá-se o nome de vermes redondos e aos céstodes chamamos vermes achatados.

Os vermes redondos são parasitas muito frequentes no nosso país. Como o seu nome indica, têm forma cilíndrica e vivem no intestino dos nossos cães e gatos alimentando-se do seu conteúdo. Se o nosso cão está parasitado é possível ver estes parasitas nas suas fezes. Os seus ovos são muito resistentes, podem chegar a viver no ambiente durante um ano.

Existem muitas espécies diferentes de vermes redondos, mas os mais comuns e relevantes são: Ancylostoma caninum: é um parasita que afeta muito os cachorros e costuma ser mortal.
Toxocara canis: podem parasitar órgãos como o fígado, o pulmão e inclusive o músculo, onde ficam alojados formando granulomas.

parasitas cão internos

Quando o nosso cão está parasitado por vermes achatados ou céstodes, nas suas fezes, ou à volta do ânus, é possível ver segmentos destes parasitas que são como grãos de arroz. O cão pode arrastar o ânus pelo chão, devido à comichão que podem provocar-lhe. Estes segmentos vão cheios de ovos que serão os responsáveis por contaminar o ambiente e contagiar os outros animais.

As espécies mais conhecidas de céstodes são:

Taenia
Echinococcus: parasita que ataca o intestino do cão. Os quistos hidáticos aparecerem sobretudo no fígado e nos pulmões dos hospedeiros intermediários, mas pode afetar outros órgãos.
Dipylidium caninum: o cão fica infetado ao ingerir pulgas ou piolhos já infetados quando se lambe ou morde porque sente comichão.



Parasitas do coração

Parasitas do coração

Dirofilaria immitis

A Dirofilariose ou doença do parasita do coração transmite-se pela picada de um mosquito (geralmente Aedes ou Culex) que tenha larvas de filária.

Quando o mosquito pica, as larvas passam para o sangue do cão e vão-se transformando à medida que os dias vão passando.

Chegam às artérias pulmonares ao fim de 2 meses aproximadamente. Ali continuam a crescer até se converterem em adultos (que podem medir até mais de 30cm) e podem chegar a alcançar o coração.

Quando se reproduzem, centenas de microfilárias entram na corrente sanguínea, de onde outro mosquito, ao picar o animal e ingerir o seu sangue, as vai recolher para voltar a fechar o ciclo.



vermes do pulmao

Parasitas do pulmão

Angiostrongylus vasorum

Os cães contagiam-se quando comem acidentalmente pequenos caracóis infetados com larvas.

Estas larvas migram pelo cão, indo até aos gânglios linfáticos e daí ao coração e às artérias pulmonares, onde, uma vez convertidas em adultas começarão a por os ovos.

Os ovos viajam, arrastados pela corrente sanguínea, até aos capilares pulmonares e aos alvéolos. Daí, tanto os ovos como as novas larvas movem-se até à garganta, o cão engole-as e elimina-as posteriormente com as fezes. Assim contaminam o ambiente, onde novos caracóis se contagiarão e outros cães poderão infetar-se ao comer os caracóis acidentalmente.



Parasitas do olho

Parasitas do olho

Thelazia callipaeda

Esta doença é transmitida por uma mosca que o parasita utiliza como hospedeiro intermediário para chegar ao seu destino: os cães. A larva da Thelazia chega ao olho do cão quando a mosca se alimenta das suas secreções lacrimais. No olho do cão as larvas mudam um par de vezes e convertem-se em adultas. Ao fim de 1 mês, temos novas larvas preparadas para se alojar noutra mosca que pouse a alimentar-se das secreções lacrimais do cão. Para fechar o ciclo, a larva demora de 15 a 30 dias até se converter em larva infetante para o cão.