Curiosidades


Toxoplasmose, os gatos e as grávidas: que precauções devo tomar se estou grávida e tenho um gato?

O primeiro a ter em conta é que é complicado que o contágio se deva à convivência com gatos, já que não são a fonte principal de infeção nos humanos.
A toxoplasmose é uma doença causada por um parasita chamado Toxoplasma gondii.

Pode ser perigosa para a saúde de pessoas que têm um sistema imunitário frágil e a infeção da mulher grávida é perigosa já que pode causar más formações congénitas no feto e inclusive pode levar ao aborto.

Para evitar a Toxoplasmose recomenda-se às mulheres grávidas que não comam carne crua, lavar corretamente as frutas e hortaliças, não trabalhar em hortas ou jardins para não entrarem em contacto com a terra que pode estar infetada e além disso não devem limpar a caixa da areia do gato. Se não tiver outra opção e tiver que fazer alguma destas atividades recomenda-se o uso de luvas e máscara e além disso devem lavar as mãos com água corrente abundante e sabão.

Consulte aqui o que dizem os veterinários especialistas:
http://www.isfm-national-partners.net/gemfe/articulos/Toxoplasmosis.html





Os problemas de comportamento e de pele nos gatos podem estar ligados

Sabe identificar quando os problemas de comportamento são responsáveis por problemas de pele e quando os problemas de pele originam mudanças no comportamento?


Na medicina humana é muito estudada a influência do stress no desenvolvimento ou no agravamento de problemas médicos. Uma das relações que mais se comenta é a que existe entre o stress e os problemas de pele. E nos nossos gatos acontece o mesmo?
Há lesões na pele que podem ter uma relação direta com problemas de comportamento. Lamber-se em excesso ou arranhar, podem ser comportamentos de substituição.

Mas, o que são comportamentos de substituição?

Quando o nosso gato se depara com uma situação com a qual não sabe lidar, pode começar a realizar uma atividade diferente para diminuir a ansiedade. Esta atividade não tem nada que ver com a forma como resolve o problema, mas sim uma maneira de se concentrar noutra coisa e sentir-se bem. E lamber-se é uma destas atividades.

Este gesto torna-se numa rotina que começa sempre igual, pode parar a observar, cheirar e depois começar a lamber-se, a coçar-se ou a morder-se e pode estar assim durante bastante tempo, talvez não pare até que o consigamos distrair de alguma maneira.

O problema destes comportamentoss, à parte das lesões que produzem, é que não os permite adaptar-se às situações, não têm nenhuma função ou significado. Ao princípio estavam relacionadas com a situação que lhes provoca stress, mas pouco a pouco vão-se separando desse momento e podem aparecer várias vezes ao dia, em qualquer situação, chegando a interferir com as atividades da vida normal.

A origem e as causas podem ser muito variadas

Devemos conhecer e analisar bem o nosso gato. Há fatores de perigo relacionados com a sua predisposição genética, com o seu temperamento, com a idade, com o estímulo físico (por exemplo uma ferida ou uma lesão) e com as condições do ambiente que o envolve. Vamos ver alguns exemplos:

● Há alguns gatos que devido ao ambiente em que foram criados, assustam-se mais que outros quando têm que viver em condições diferentes. Se colocamos um gato assustadiço num local no qual não tem meios para evitar os estímulos que lhe dão medo, pode começar a realizar este tipo de condutas de substituição.

● Noutras ocasiões o desencadeador é a mudança na rotina: as mudanças de casa, de móveis ou de horários, o ter que conviver com um animal de estimação novo, um novo membro da família ou a falta de algum deles. Às vezes os gatos começam a avisar-nos do seu stress com marcações com urina; mas se os repreendemos porque não interpretamos bem os seus sinais de alarme, o problema pode agravar-se.

Também pode dever-se à falta de estímulos visuais ou por falta de atividade..

Consulte o seu veterinário

Algumas mudanças no comportamento podem começar por serem muito subtis: limpa-se mais do que o habitual ou ao contrário começa a limpar-se menos. Mas se deixamos passar o tempo podem chegar a ser problemas sérios para a sua saúde. Podem começar a aparecer zonas com pelo fraco, sem pelo, dermatites devido à lambidela ou feridas, devido aos arranhões e mordidelas, que depois podem infetar.

O veterinário terá que fazer um diagnóstico profundo para diferenciar se é um problema de comportamento ou se é um problema diferente que se manifesta com uma mudança de comportamento. Não devemos descartar de antemão os problemas médicos pensando que o nosso gato tem a mania de coçar-se… já que podem existir problemas dermatológicos, alergias (a certos alimentos, às pulgas,…), problemas neurológicos… Temos que saber o que está por trás do seu comportamento.

Se é um problema de comportamento temos que tratar tanto o problema de pele como o problema de comportamento. E se há um problema diferente que foi a origem da mudança do comportamento, também temos que tratar os dois.

Como preparar a visita ao veterinário?

É importante fazer uma revisão do que sabemos do nosso gato:

Onde foi criado, que costuma fazer, como é a casa onde vive, quais são as rotinas e horários, que mudou ultimamente (pensar em pequenas ou grandes mudanças, desde uma mudança de casa, obras no bairro, o tipo de comida que lhe damos,…)

Quando começou o comportamento, como era a situação em que nos demos conta, quando é que o faz agora, o que é que fizemos para o evitar…

Que outras mudanças notámos no comportamento (marca com a urina, com arranhões, usa menos a caixa da areia, come mais... Os detalhes são importantes e ajudam na hora de fazer um bom diagnóstico!
Dependendo de qual seja a origem, o veterinário propor-nos-á soluções diferentes:

Além disso, devemos ajudá-lo a que recupere o controlo sobre o seu ambiente para que possa escapar das situações que o preocupam, por exemplo.

Se tem conflitos com membros da família ou com outros animais de estimação, temos que rever se tem suficientes vias de escape, se quer estar sozinho e seguro, se pode evitar cruzar-se com quem o preocupa quando tem que ir à caixa da areia, comer, ou descansar…? Também podemos estabelecer horários e contactos sociais pré-estabelecidos: horários para comer, para brincar…

Sabemos que existem alguns gatos que preferem brincar a saltar e caçar em voo os brinquedos com penas e outros que preferem correr a perseguir os seus bonecos… é importante a variedade e que os vamos mudando para que não se aborreçam.

Para conhecer tudo sobre os gatos e o stress entre em www.feliway.pt